Não faz tanto tempo que a inteligência artificial fazia parte apenas de filmes e discussões de nicho. Para muitos, virou rotina. Nos Estados Unidos, 2025 trouxe um salto detalhado e curioso: muita gente “nova” está usando IA no dia a dia, e as opiniões continuam em conflito. Há desconfiança, há animação, tem quem nem saiba o que pensar. Como os americanos estão vivendo esse crescimento?
Quem realmente está usando IA em 2025?
Em 2024, eram os jovens, principalmente a Geração Z, que puxavam a fila da IA. Eles testavam, se arriscavam, criavam jeitos novos de resolver tudo usando tecnologia. Só que, entrando em 2025, o cenário começou a mudar. O destaque mais recente não é mais só dos mais novos.
Millennials, Geração X e até mesmo os Boomers agora lideram o aumento no uso.
Dados recentes apontam:
- 30% dos adultos americanos usaram IA diariamente ou semanalmente entre abril e junho de 2025.
- Isto representa alta sobre os 26% do trimestre anterior e 24% do mesmo período em 2024.
O interessante está na participação geracional:
- Millennials subiram de 29% para 35% em uso diário/semanal.
- Geração X foi de 24% para 30%.
- Geração Z, mais estável, avançou de 36% para 38%.
- Boomers e Silent Generation também cresceram, mesmo que de forma mais tímida.
Ou seja, a inovação não ficou só com os novatos em tecnologia; aumentou com o resto da população, derrubando certos estereótipos.
Para que os americanos usam IA?
Entre os que usam IA com frequência, o retrato ficou mais profissional. A pesquisa mais recente mostra que 43% usaram IA para fins de trabalho, crescimento quase imediato em relação aos 37% do início do ano.
- Geração Z: saltou de 27% para 31% usando IA no trabalho.
- Millennials: foram de 31% para 36%.
- Geração X: subiram de 27% para 31%.
- Boomers/Silent Generation: de 13% para 19%.
Uma pesquisa profunda entre abril e junho deste ano ouviu 6.997 adultos com ponderação por idade, raça, sexo, escolaridade e região no levantamento do Pew Research e outros estudos recentes. Rodadas anteriores, ainda maiores, confirmam a tendência.
O curioso é que, além do trabalho, a IA foi usada para quase tudo, na seguinte proporção entre usuários intensivos:
- Trabalho: 49%
- Assistência pessoal: 46%
- Estudos e aprendizado: 46% (aumento de 42% no trimestre anterior)
- Lazer: 42%
O segmento “aprendizado e escola” chama atenção, especialmente com a Geração Z evoluindo de 61% para 68% desses usos e os Millennials saltando de 43% para 49%.
Uma pesquisa da Ipsos, encomendada pelo banco BMO, revela como o cenário para finanças pessoais também está mudando rápido, inclusive jovens usando IA para gerenciar seus próprios orçamentos e investimentos.
Em outras palavras, IA virou aliada para trabalhar, estudar, resolver vida pessoal e divertir, mesmo quem não entende muito de tecnologia está testando.
Sentimentos e dúvidas: ainda há receio?
A cada novo salto de adoção aparecem novas dúvidas, e os sentimentos não mudam tanto quanto os números. O americano segue cauteloso em relação à IA.
- 28% se dizem céticos
- 28% preocupados (um leve aumento em relação aos 27% do primeiro trimestre)
- 26% impressionados (alta ante 24% nos meses anteriores)
- 18% indiferentes
- 18% animados
- 14% nervosos
- 10% confusos
A maioria mantém cautela. O ceticismo e a preocupação caminham juntos, enquanto o número de animados sobe lentamente.
Medo, animação e curiosidade convivem lado a lado na mesa do café americano.
Para entender o sentimento geracional:
- Millennials e Geração Z: mostram mais entusiasmo e curiosidade, crescendo também o grupo que se diz impressionado.
- Boomers e Silent Generation: seguem mais preocupados e céticos.
Mesmo com o uso crescente, só 25% dos americanos que já testaram IA afirmam que a presença da tecnologia os faz querer usar mais produtos que têm IA. A grande maioria, 75%, prefere menos, não tem opinião ou sente indiferença. Entre quem nem usou IA nos últimos meses, a incerteza é ainda maior: 41% não sabem como se sentir diante da IA em produtos do cotidiano, 28% não querem ver essa tecnologia e apenas 4% ficariam felizes se mais itens passassem a usar IA.
Essa cautela aparece também quando se questiona o impacto da IA. Quase metade (45%) acredita que ela trará efeitos positivos e negativos. Só 28% veem impacto só positivo. Menos gente acredita em resultado negativo puro (4%), mas 22% preferem não cravar opinião.
Aplicações favoritas da geração z
Se millennials e adultos mais velhos entram firme no mercado de IA, a Geração Z ainda domina em experimentação, especialmente na educação.
- Educação: 61% destes jovens usam IA para estudar, aprender novas habilidades e lidar com projetos de escola/universidade.
- Depois vêm trabalho (47%), assistência pessoal (44%) e lazer (41%).
- Muitos também usam IA para cuidar das próprias finanças, como mostra pesquisa sobre gerenciamento financeiro com IA.
O que chama atenção é o crescimento na procura por aprendizado digital, mostrando que IA já faz parte da maneira como a geração mais nova pensa “futuro”. Esse ponto já vem sendo discutido em análises de experiência do cliente e adaptação a novas ferramentas.
Consumidores divididos e futuro incerto
Se perguntarmos para qualquer americano que já usou IA, provavelmente a resposta ainda será misturada. Entre consumidores frequentes:
- Metade enxerga pontos positivos e negativos na IA.
- Menos de um terço só vê vantagens.
- Uma minoria teme consequências negativas.
As opiniões mudam pouco de um trimestre para outro.
Negócios e consumidores sabem que IA veio para ficar, mas não há clareza sobre até onde irá.
No ambiente de trabalho, até 52% dos americanos receiam impactos da IA em empregos. Só 36% dizem sentir esperança, enquanto apenas 16% afirmam incluir IA de maneira direta na rotina profissional, um número que pode acompanhar o aumento de adoção geral. Isso reforça o motivo pelo qual entender e ouvir o feedback de clientes e colaboradores nunca foi tão estratégico, e é nesse ponto que plataformas como a Feedelize podem apoiar empresas a mapear expectativas e sensações, seja sobre IA ou outras tecnologias emergentes.
Ao mesmo tempo, iniciativas ligadas à experiência do cliente, colocando o cliente no centro e aprimorando suporte e feedback, tornam-se referências para adoção mais saudável da IA. Quem busca reduzir dúvidas e mostrar transparência conta com melhores chances de aceitação, como já discutido em materiais práticos sobre automatização de feedbacks e também no ajuste dos produtos para atender expectativas de públicos tão diversos, conforme detalhado em exemplos de pesquisas de mercado recentes.
O papel dos dados e a jornada de adaptação
Todo esse progresso só pode ser acompanhado tão de perto porque a coleta de dados foi feita usando métodos confiáveis: amostras grandes, presença de todas as faixas de idade, raça, sexo, escolaridade e regiões diversas. Foram ouvidos quase sete mil adultos só no último trimestre e dezenas de milhares nas rodadas anteriores. Isso assegura que as nuances, as pequenas mudanças entre trimestres, por exemplo, sejam reais e não apenas impressão passageira.
E, mesmo assim, os sentimentos continuam sendo uma mistura de expectativa, receio e curiosidade.
Conclusão: consumidores atentos, sensação dividida
O futuro da IA é promissor, mas o entusiasmo anda lado a lado com dúvidas.
O crescimento do uso da IA nos EUA em 2025 mostra que não há barreiras de idade para inovação, só diferenças de ritmo, propósito e sentimento. Empresas que ouvem mais, adaptam experiências e medem o pulso dos clientes terão melhor chance de acompanhar esse cenário em movimento. Se sua empresa pensa em crescer nesse contexto, colocar o feedback no centro já não é apenas tendência, e sim necessidade.
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E lembre-se: para transformar feedback em crescimento, o melhor momento de agir é agora.
Mais dicas para aperfeiçoar atendimento e colocar o cliente em primeiro lugar você encontra também em nosso conteúdo sobre estratégias para melhorar o atendimento ao cliente.