Esgotamento no trabalho nunca foi apenas um termo de moda. Com a evolução das demandas profissionais e o aumento das pressões cotidianas, notamos que o burnout impacta diretamente na forma como vivemos e trabalhamos. Em nossas análises e acompanhando o cenário do mercado, identificamos uma verdade alarmante: um em cada quatro trabalhadores nos EUA (24%) afirma estar lutando ou esgotado em seu emprego atual. Esse número é mais do que um indicador; ele revela uma realidade que afeta a satisfação, a moral, o engajamento e até a permanência dos talentos.
As verdadeiras diferenças entre quem está esgotado e quem está bem
Quando pensamos em engajamento e retenção, é impossível ignorar o abismo entre esses grupos. Trabalhadores esgotados relatam índices preocupantes de satisfação (66% satisfeitos contra 93% dos que estão bem), moral (49% contra 86%), e engajamento (78% contra 96%). Além disso, 60% desse público já considerou sair do emprego nos últimos três meses, em contraste com 22% daqueles que estão bem.
O esgotamento mina a motivação e acelera a saída de talentos.
Poucas pessoas insatisfeitas veem espaço real para melhorias: apenas 6% acreditam que não há como evoluir o engajamento enquanto entre os satisfeitos, esse índice é de 15%. O que eles desejam deixa claro que a divergência não está apenas na percepção, mas na realidade oferecida:
- 62% querem aumento de salário;
- 39% apontam necessidade de mais treinamento;
- 38% gostariam de benefícios melhores;
- 36% buscam oportunidades claras de crescimento;
- 35% desejam melhor preparo dos gestores;
- 33% sentem falta de autonomia no trabalho;
- 19% almejam modelo híbrido de trabalho.
Essas demandas mostram que melhorar a experiência vai além do salário, passando pelo desenvolvimento de pessoas, clima e ambiente.
Jovens sentem mais: Geração Z e Millennials
A insatisfação não é igual para todos. Os mais jovens, especialmente a Geração Z (até 19%) e os Millennials (17%), sofrem ainda mais com essa sensação de esgotamento (29% versus média de 24%). Eles também enxergam menos oportunidades e, frequentemente, sentem-se trabalhando só pelo salário.

Mas há algo importante: 93% dos trabalhadores ainda sentem que seu trabalho é significativo, e 91% dizem se engajar. Os pesos dados ao salário, reconhecimento, segurança e equilíbrio vida-trabalho continuam, mas para os jovens, fatores como avanço de carreira e work-life balance ganham ainda mais destaque.
No cenário de benefícios, as necessidades são claras. Além de salários, a lista se amplia:
- 35% dos trabalhadores pedem mais treinamento;
- 30% querem possibilidades reais de evolução na carreira;
- 24% desejam gestores mais preparados;
- 22% querem mais autonomia;
- 20% desejam mais interação com colegas;
- 17% pedem flexibilidade, como trabalho híbrido ou remoto.
Ainda, apenas 13% acreditam não ter nada a melhorar.
Movimentação constante: busca ativa por vagas
Vemos nas nossas pesquisas que um em cada quatro trabalhadores está em busca ativa de um novo emprego. As razões são claras:
- Salário insatisfatório (61%);
- Busca por crescimento na carreira (48%);
- Procuram equilíbrio entre vida e trabalho (42%).
Entre os que procuram, 44% reclamam da falta de resposta das empresas, 40% consideram os salários oferecidos baixos, enquanto 32% sentem a alta concorrência. Outros ainda mencionam processos seletivos complicados e descrição de vagas pouco claras.
Já quem não está buscando vaga, majoritariamente está satisfeito (72%) ou relata estar muito ocupado (15%).
Impacto do contexto financeiro e econômico
A preocupação financeira é uma sombra constante. Apenas 21% relatam ter recebido aumento acima da inflação, enquanto 43% dizem que o salário não acompanha o custo de vida. O resultado é que 32% conseguem sobreviver menos de um mês sem renda, 23% entre um e dois meses, e apenas 42% sustentam-se mais de três meses com suas reservas.
O medo da recessão econômica atinge 57% dos trabalhadores, número três vezes maior do que o temor pelas ameaças advindas de IA ou terceirização. Além disso, 36% temem perder o emprego por corte e um em cada quatro duvida da capacidade de reação da empresa em tempos difíceis. Mesmo assim, 75% acreditam que conseguiriam outro emprego similar em até seis meses, mas 22% projetam levar mais de seis meses para encontrar um salário equivalente.
O sentimento de segurança financeira é cada vez mais raro.
O que buscam em benefícios
A lista de desejos em termos de benefícios reflete a busca por qualidade de vida e estabilidade:
- 49% querem o pagamento total do plano de saúde pela empresa;
- 32% desejam matching em planos de aposentadoria;
- 26% pedem vale bem-estar;
- 22% dos pais querem licença parental;
- 21% solicitam licença familiar;
- 22% pedem creche empresarial;
- 17% apontam ajuda para pagar dívidas estudantis;
- 28% sonham com férias ilimitadas;
- 18% precisam de auxílio-transporte;
- 22% gostariam de alimentação gratuita no trabalho.
Educação financeira, folga e o uso do tempo livre
Curiosamente, apenas 39% afirmam acesso à educação ou planejamento financeiro na empresa, 35% não têm, e 23% não sabem dizer. Quando o assunto é folga, ela se transforma diversas vezes: viagens (55%), tempo com a família (50%), descanso mental (37%) e licenças médicas (28%). Ainda, 11% não têm direito a folga e quase metade precisou cortar gastos recentemente para viajar.
Presença e impacto da inteligência artificial no trabalho

Mais da metade dos trabalhadores (55%) já utiliza ferramentas de IA em sua rotina; 33% fazem isso diariamente ou semanalmente. O temor sobre demissões por IA é real: 41% sentem isso, crescendo para 53% entre quem usa as ferramentas com frequência. No entanto, também enxergam vantagens:
- 56% relatam sentir-se mais produtivos ao usar IA;
- Somente 8% sentem impacto negativo na produtividade;
- 29% têm obrigação formal de aprender IA na empresa;
- 47% consideram habilidades com IA essenciais para o futuro, especialmente os usuários diários (72%).
Essas tendências mostram que o avanço das ferramentas tecnológicas está longe de ser apenas uma ameaça. Tornou-se um diferencial para quem busca se destacar ou permanecer relevante.
Como empresas podem agir: lições de quem escuta seus colaboradores
Ficou evidente que ignorar os sinais do esgotamento é aumentar o risco de perder talentos, produtividade e reputação. As empresas que conseguem captar feedbacks e agir rapidamente saem na frente. Soluções como a Feedelize permitem acompanhar a satisfação, entender o que os colaboradores mais valorizam e identificar pontos de melhoria de modo contínuo, sem complicação. Não só para prevenir burnout, mas para criar uma cultura de confiança e crescimento.
Já apresentamos, em outros materiais, como o cliente pode estar no centro e melhorar a experiência e também como boas práticas na capacitação de atendimento ao cliente podem fortalecer resultados e clima interno.
Monitorar o engajamento, oferecer autonomia, investir em desenvolvimento e adaptar benefícios são ações que respondem à nova realidade do mercado de trabalho. E assim, os impactos do esgotamento podem ser prevenidos, abrindo espaço para equipes mais motivadas e negócios mais sólidos.
Se você deseja reter talentos, melhorar o engajamento e potencializar a satisfação, descubra como nossa tecnologia pode ajudar. Conheça hoje mesmo a Feedelize e transforme a experiência dentro da sua empresa!